quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Sobremesa de batata-doce com amêndoa e canela



Esqueci-me de descarregar as fotos do que fiz no fim-de-semana passado e como tal ando a repescar receitas que por um ou outro motivo não publiquei quando as fiz. Não que as fotos do fim-de-semana devam estar inspiradoras… foram dois dias feios e cinzentos. A EDP deve ter agradecido, uma vez que as luzes estiveram acesas todo o dia!! Trago-vos esta sobremesa de batata-doce que ficou nos arquivos à espera de vez. Inspirada nesta mousse, resolvi fazer outra versão, desta vez com amêndoa. Fica uma sobremesa pesada, por isso não convém servi-la depois de um almoço muito forte. Eu exagerei um bocadinho na batata-doce, mas na receita que vos passo, dou-vos a quantidade correta que deverão usar, para ficar um creme mais macio. É uma sobremesa da época, pois então! … também sem glúten e sem lactose!



500g de batata-doce (cerca de duas batatas médias)
200g de açúcar
5 ovos
110g de amêndoas em farinha
1 colher de chá de canela
15g de amêndoas laminadas e canela para decorar

Começar por cozer as batatas já sem casa. Depois de cozidas, reduzi-las a puré com a ajuda de um garfo ou de um robot de cozinha. Reservar.

Separar as gemas das claras e bater as claras em castelo, com uma pitada de sal fino. Reservar.

Bater as gemas com o açúcar e a canela, até obter um creme volumoso.

Juntar o puré da batata e a amêndoa à mistura anterior e bater mais um pouco até ficar um creme homogéneo.

Por fim juntar as claras em castelo, envolvendo delicadamente com uma colher, mexendo de baixo para cima. Colocar no frigorífico. No dia seguinte, voltar a envolver muito bem com uma colher e colocar na taça de servir. Polvilhar com amêndoas laminadas e canela a gosto e servir fresquinho.

Bom apetite!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Torta com recheio de brigadeiro de laranja



No outro dia tinha-vos dito que fiz um bolo de maçã rápido para substituir uma sobremesa que me tinha corrido mal. Tentei fazer uns brigadeiros de laranja, mas a coisa não me correu de feição e então, acrescentei coco ralado à receita para ver se solucionava a coisa… e nada! Depois pensei… ok, para onde eu vou há um que não gosta de doces muito doces e moles, outra não gosta de sabores de laranja e outros que não gostam de coco (é tão difícil agradar a todos!). Resolvi congelar esse creme para o recheio de um bolo ou uma torta de um almoço que já sabia que teria na semana seguinte. Os convivas são igualmente amorosos, mas francamente menos esquisitos! Optei pela torta, que já há algum tempo não fazia. Deixo-vos a sugestão…



Para o recheio

1 lata de leite condensado
1 lata (do leite condensado) de sumo de laranja
Raspa de 1 laranja
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 colher de chá de manteiga
3 colheres de sopa de coco ralado

Colocar todos os ingredientes num tachinho e levar ao lume até o creme se despegar do fundo. Retirar do lume, passar para uma taça e reservar.

Para a torta

6 ovos
200g de açúcar
200g de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
Raspa de 1 laranja

Pré-aquecer o forno a 180.ºC. Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal untado com margarina. Reservar.

Bater muito bem os ovos com o açúcar até obter um creme fofo. Juntar a farinha, o fermento, o sal e a raspa de laranja e envolver. Colocar a massa no tabuleiro do e espalhar de forma a cobrir toda a superfície. Levar ao forno cerca de 12 a 15 minutos ou até a massa estar ligeiramente corada.

Tirar do forno o tabuleiro e desenformar para cima de um pano polvilhado com açúcar e coco ralado. Retirar o papel vegetal com cuidado e cobrir com o recheio reservado. Enrolar com a ajuda do pano e deixar arrefecer ainda com o pano enrolado. Depois de fria, passar com cuidado para uma torteira.

Bom apetite!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Biscoitos fritos



Quando vi esta receita lembrei-me de uma receita que a minha avó Manuela costumava fazer quando estávamos (eu e a minha irmã) de férias com ela na aldeia que a viu crescer, ali para os lados de Tondela, na Beira Alta. O mês de Setembro era sagrado. Era sempre passado na aldeia. Depois de um Julho no Algarve com os avós paternos, de um Agosto por Lisboa, acabávamos sempre as férias grandes, verdadeiramente grandes, na Beira Alta. Numa altura em que televisão para crianças só dava num canal, meia hora por dia… e na realidade isso pouco ou nada interessava. Passávamos o dia na rua. Desde o pequeno-almoço ao por-do-sol. Brincávamos a tudo o que nos apetecia e imaginação era coisa que não faltava. A nossa brincadeira preferida era criarmos uma mercearia. O balcão eram dois bancos de madeira feitos pelo meu avô. Até balança tínhamos. Duas tampas metálicas presas com cordel a um pau. Os produtos que vendíamos eram pedras, feijões secos, musgo ou qualquer outra coisa que nos fizesse sentido. Passávamos horas naquilo… e é seguramente uma das pérolas das minhas recordações de infância. Ao jantar lá íamos comer uma pratada de sopa, cheia de legumes verdadeiros… hoje acho piada a torcer o nariz aquilo… mas fazia parte da idade! Para o lanche a minha avó fazia uns biscoitos de azeite ou uns palitos fritos muito parecidos a estes que hoje vos trago. Lembro-me que a minha avó os fazia e guardava em pratos de loiça tapados com um pano e que quando nos apetecia íamos até lá roubar um… e eram tão bons!!!! Estes são muito parecidos. Ficam com uma consistência pesada, mas acabam por ser macios e muito agradáveis. Fiz uma ou outra alteração à receita original… Esta receita rendeu cerca de 50 biscoitos fritos. Experimentem!



500g de farinha de trigo
125 g de açúcar
2 ovos
100ml de azeite
100ml de leite
Raspa de 1 limão
1 colher de chá de canela
1 colher de café de erva-doce
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de sopa de água-ardente

Óleo para fritar

Açúcar e canela para envolver

Colocar todos os ingredientes num copo de um robot ou batedeira. Misturar tudo até a massa estar moldável. Retirar pequenas porções de massa e enrolar entre as palmas da mão até ficarem com a forma de pequenos dedos.

Aquecer o óleo e fritar cerca de 10 a 15 biscoitos de cada vez. Quando estiverem dourados retirar do óleo e escorrer sobre papel de cozinha absorvente. Envolver ainda quentes em açúcar e canela.

Bom apetite!



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Bolo de canela



Este foi o bolo de sábado passado. Regra geral todos os sábados depois do almoço ponho um bolo no forno. Sei que não sou a única. A minha amiga Fátima tem o mesmo hábito de tal forma que o seu blog leva mesmo o nome de “O bolinho de sábado”. E acredito que em muitas mais casas este hábito também seja real. Há dias em que me apetece fazer coisas mais elaboradas, mas na maior parte das vezes parto para bolos simples, de tudo lá dentro, duas voltas e já está! A maior parte as vezes faço os bolos a olho e vejo pela consistência da massa se vai sair bem ou não. Aquelas teorias de que os ingredientes para bolos têm que estar a determinadas temperaturas e os ingredientes têm que ser religiosamente pesados, na minha cozinha não é muito verdade. E o que é certo, é que mesmo indo ao sabor da vontade do momento, os bolos vão saindo muito bem, como aliás vocês próprios, meus fiéis seguidores de bolos caseiros, me comprovam! Aqui fica mais um, feito na vontade do dia. Canela e erva-doce… e só vos digo, ficou mesmo no ponto!!! Experimentem!



1 Chávena de chá de açúcar
½ chávena de chá de óleo vegetal
2 ovos
2 chávenas de chá de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de sobremesa de canela
1 colher de chá de erva-doce
Açúcar e canela para polvilhar

Pré-aquecer o forno a 180.ºC. Untar um tabuleiro pequeno com margarina e polvilhar de farinha. Reservar.

Bater o açúcar com óleo e os ovos. Juntar todos os restantes ingredientes e envolver na velocidade baixa da batedeira ou robot ou apenas com uma vara de arames. Colocar a massa na forma, polvilhar com açúcar e canela e levar ao forno cerce de 35 minutos.

Depois de cozido cortar em quadrados e servir.

Bom apetite!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Coxas de frango com molho barbecue e couve salteada



Há coisas que gosto de ter por casa. Uma delas é molho barbecue. Principalmente quando toca a carnes grelhadas ou no forno, dá sempre um sabor especial e uma cor linda, daquelas que dá logo vontade de espetar o garfo. Há várias receitas de molho barbecue em alguns blogs e já tenho experimentado algumas. E assim que acaba um frasco, avanço logo para fazer outro e ter de reserva no frigorífico. O molho barbecue é muito simples de fazer e é francamente melhor que os molhos de compra. Desta vez o almoço foram umas coxas de frango acompanhadas com couve salteada com bacon e batata-doce assada.



4 coxas de frango
6 colheres de sopa de molho barbecue
1 colher de sopa de mel
2 colheres de sopa de sumo de limão
3 colheres de sopa de azeite
1 cebola pequena
Sal

½ couve lombarda
10 fatias de bacon
8 dentes de alho
Azeite, sal e pimenta preta

Misturar numa taça pequena o molho barbecue, o mel, o sumo de limão, o azeite e um pouco de sal grosso. Envolver as coxas de frango nesta mistura e deixar repousar 1 a 2 horas.

Colocar as coxas de frango num tabuleiro de ir ao forno e juntar uma cebola picada. Levar ao forno cerca de 45-50 minutos ou até estarem bem douradinhas. Costumo virar as coxas duas vezes enquanto assam.

Enquanto a carne está no forno, cortar a couve em juliana fina. Levar uma frigideira larga ao lume com as fatias de bacon cortadas em tirinhas e os dentes de alho picados. Quando começarem a alourar regar generosamente com azeite, juntar a couve e temperar com uma pitada de sal grosso e pimenta preta moída na hora. Envolver e deixar cozinhar até a couve estar no ponto que gostarem.

Enquanto a carne assava coloquei também outro tabuleiro com rodelas de batata-doce no forno para acompanhar.

Bom apetite!



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